segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Luz

Louco, Sonhador, Dual?

Um cigarro no canto da boca,
a xícara com café - frio - esperando
o próximo gole e as mãos
livres como o vento.

Louco, sem nexo, sem sexo,
sem saída exata e obrigatória
de meu corpo, como um muro
que se estende sempre que
o escalo, mais e mais alto.

A porta da percepção está aberta,
meus olhos se dilatam com a luz.

Voe, pássaro exótico com penas coloridas
e pretas e brancas.

Voe por onde precisa andar.
Ande por onde precisa descer.
Desça, mas não esqueça de voltar a voar,
e esqueça menos ainda
de alçar vôos ainda mais lúdicos e doces.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Saída.

Um copo a mais, ou a menos. Um rosto a mais, ou a menos. Sexo demais. Bocetas demais. Caralhos demais. Sexo. Porra de menos! Cerveja, cerveja, Cerveja. Agora porra, demais. Café, café, cura. Agora morra Jamais.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Flor.

Aquelas nuvens
envoltas pelo sol quente,
forte e vivo de uma tarde
quente, forte e viva.

Os passos como lindas
historias contadas
em pequenos riscos de areia
feitos com aquela vivacidade
unica.

Maos na areia, como
maos em seus proprios cabelos.
Maos no cabelo, como
maos livres de quem
sente a liberdade escorre-las.

Uma mescla de por e nascer
de um outro sol
com beleza igual ou superior.

E o florescer de uma rosa
em meio a todo esse paraiso
é como nascer em meio a todas as rosas!

terça-feira, 13 de março de 2012

Linda e leve.

Olhos em tom de brisa
na madrugada que suga o que
tenho de bom
principalmente meus versos

volte como um raio, luz vermelha
queimando o que se chama coração
de maneira a deixa-lo em cinzas
deixa-lo equivocadamente
entregue a algo que ele não compreende.

aqueles olhos tenros
cheios da mesma vivacidade
daquela vez que a vi
linda e leve e cheia daquele charme
todo dela.

volte como brasa
ascendendo um corpo
ou um cigarro, ou mesmo
uma lareira
que a musica fica por minha conta.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Menina, pequena maré, lua cheia

Maré de ondas longas
por todo esse seu cabelo calmo
macio
e eu te canto as vezes
musicas que não cantei
e não cantarei pra nenhuma outra.

Quero engolir teus medos
assim como voce me
engole
com teus olhos vividos
e cheios de amor.

Cada novo olhar
diferente dos antigos
cada novo toque
diferente
dos que jamais senti.

Minha lua cheia
de paixão, de brilho,
brilhe sempre na minha
estação e me deixe ser
sempre seu.

E voce me pede que não a deixe
e eu te peço o mesmo
porque voce é o que preciso
e agora é toda minha
essencia!

minha vida inteira
escorrendo pelo meu corpo
e pelo que
sinto!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Poema de Improviso

Pode parecer clichê
o fato de que todos os poemas
soem como algo que usurpe
a vida que levo.

Poemas sobre sexo
bebidas e cigarros
e a música e todas as mulheres
que tenho, tive ou apenas quis
e sobre as pessoas
e o modo com elas andam
falam e sussurram e dirigem.

Pode parecer que tudo
não passa de ilusão,
e de certa forma não tiro
a razão disso, mas

Quando voce realmente
sentar-se diante uma janela
com um cigarro lhe queimando
o juizo e uma caneta
rabiscando todo seu corpo
e papeis que antes estavam brancos,
só ai voce vai entender
que tudo que voce vive, ou viveu
não passa de contos, cronicas ou poemas

A diferença é o modo que voce
encara isso. De frente
ou morto!

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Qualquer

Qualquer palavra,
e qualquer sorriso,
qualquer som e imagem,
e até
qualquer desaforo,
e promessas de um
amanha melhor.

Nada disso realmente importa.
Nada disso é algo
tão valido quanto
sentir essa pele,
esse seu sarcasmo,
e seu halito de cerveja
e cigarro, e o jeito
que voce mexe
no meu colo
e seus olhos me falando
para ir mais fundo
no amor
e no sexo.