Aquela alma que sorria,
que sentia a vida como música,
como arte,
agora sente na pele
as notas ténues
que soam entre realidade
e insanidade.
Estar preso a esta vida,
a essas notas, nesse mundo,
é como desrespeitar uma mãe,
ou seus desejos.
É como estar no fundo do copo,
submerso em meio a toda aquela
bebida quente, que conforta.
O que se espera é um
quebrar de grilhões
e cifrões,
até que se sinta alivio.
Mas o único alivio
vem do isqueiro ascendendo
aos céus,
como um pássaro que voa
apenas em sua gaiola,
ou como as grades
no seu portão, ou
todo esse blábláblá midiático
corrosivo.
Diabos, homem, levante-se
ao menos para trocar de canal
ou desligar-se, enfim,
dessa prisão.
domingo, 18 de novembro de 2012
Acido, café e amor quente.
Essa mulher
tão branca, tão sexy,
ela é linda, essa mulher
Desfila ousadia
no alto de seus saltos
e nessa saia
ameaçada pelo vento.
É como acido,
corroendo as ideias,
corroendo sua libido,
seu sexo, seu senso
e meus olhos estão
presos
a ela.
Mulher faceira
e ela me diz
que não é feliz.
Diz ainda que o mundo
é pequeno para tanta perna,
tantos seios
e seus cabelos, ruivos,
beiram a loucura.
Mulher, dei-me algumas horas,
alguns bons tragos, um papel
e um lápis e eu
posso te mostrar o que de melhor
sei.
Sou bom, juro.
Te faço alguns versos,
ovos e bacon.
Te trago café quente,
amor quente,
enquanto o Doors
entorpece nosso juízo.
tão branca, tão sexy,
ela é linda, essa mulher
Desfila ousadia
no alto de seus saltos
e nessa saia
ameaçada pelo vento.
É como acido,
corroendo as ideias,
corroendo sua libido,
seu sexo, seu senso
e meus olhos estão
presos
a ela.
Mulher faceira
e ela me diz
que não é feliz.
Diz ainda que o mundo
é pequeno para tanta perna,
tantos seios
e seus cabelos, ruivos,
beiram a loucura.
Mulher, dei-me algumas horas,
alguns bons tragos, um papel
e um lápis e eu
posso te mostrar o que de melhor
sei.
Sou bom, juro.
Te faço alguns versos,
ovos e bacon.
Te trago café quente,
amor quente,
enquanto o Doors
entorpece nosso juízo.
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
Esqueça as nuvens, o cigarro aceso.
A noite é sorrateira.
Ela te engole,
assim como a lua
engole a noite.
Você acende um cigarro,
acrescenta uma dose ao copo vazio,
olha a noite e vê
as calçadas, as janelas frias,
as poucas luzes acesas,
os gatos vagando em busca de nada
e seu cigarro queima
enquanto seus olhos também
queimam.
As ruas são você no espelho.
Você espera as nuvens,
cheias daquela velha esperança, sumirem.
Você espera que a lua te consuma,
enquanto a bebida te consome,
enquanto as horas te consomem,
e você quer apenas consumir a vida.
Ai percebe que:
Os dias são iguais.
As noites são iguais,
mas o escuro é o mesmo,
até que a luz te traga um
bom trago e um
sorriso novo para poder respirar.
Respire e esqueça.
Esqueça os medos,
os devaneios, as probabilidades,
esqueça a bebida amarga
e o cigarro aceso,
as contas à pagar
e esqueça também aquela dor,
a qual nunca quis lembrar.
Ela te engole,
assim como a lua
engole a noite.
Você acende um cigarro,
acrescenta uma dose ao copo vazio,
olha a noite e vê
as calçadas, as janelas frias,
as poucas luzes acesas,
os gatos vagando em busca de nada
e seu cigarro queima
enquanto seus olhos também
queimam.
As ruas são você no espelho.
Você espera as nuvens,
cheias daquela velha esperança, sumirem.
Você espera que a lua te consuma,
enquanto a bebida te consome,
enquanto as horas te consomem,
e você quer apenas consumir a vida.
Ai percebe que:
Os dias são iguais.
As noites são iguais,
mas o escuro é o mesmo,
até que a luz te traga um
bom trago e um
sorriso novo para poder respirar.
Respire e esqueça.
Esqueça os medos,
os devaneios, as probabilidades,
esqueça a bebida amarga
e o cigarro aceso,
as contas à pagar
e esqueça também aquela dor,
a qual nunca quis lembrar.
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Luz
Louco, Sonhador, Dual?
Um cigarro no canto da boca,
a xícara com café - frio - esperando
o próximo gole e as mãos
livres como o vento.
Louco, sem nexo, sem sexo,
sem saída exata e obrigatória
de meu corpo, como um muro
que se estende sempre que
o escalo, mais e mais alto.
A porta da percepção está aberta,
meus olhos se dilatam com a luz.
Voe, pássaro exótico com penas coloridas
e pretas e brancas.
Voe por onde precisa andar.
Ande por onde precisa descer.
Desça, mas não esqueça de voltar a voar,
e esqueça menos ainda
de alçar vôos ainda mais lúdicos e doces.
Um cigarro no canto da boca,
a xícara com café - frio - esperando
o próximo gole e as mãos
livres como o vento.
Louco, sem nexo, sem sexo,
sem saída exata e obrigatória
de meu corpo, como um muro
que se estende sempre que
o escalo, mais e mais alto.
A porta da percepção está aberta,
meus olhos se dilatam com a luz.
Voe, pássaro exótico com penas coloridas
e pretas e brancas.
Voe por onde precisa andar.
Ande por onde precisa descer.
Desça, mas não esqueça de voltar a voar,
e esqueça menos ainda
de alçar vôos ainda mais lúdicos e doces.
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Saída.
Um copo a mais, ou a menos.
Um rosto a mais, ou a menos.
Sexo demais.
Bocetas demais.
Caralhos demais.
Sexo.
Porra de menos!
Cerveja, cerveja, Cerveja.
Agora porra, demais.
Café, café, cura.
Agora morra
Jamais.
quarta-feira, 14 de março de 2012
Flor.
Aquelas nuvens
envoltas pelo sol quente,
forte e vivo de uma tarde
quente, forte e viva.
Os passos como lindas
historias contadas
em pequenos riscos de areia
feitos com aquela vivacidade
unica.
Maos na areia, como
maos em seus proprios cabelos.
Maos no cabelo, como
maos livres de quem
sente a liberdade escorre-las.
Uma mescla de por e nascer
de um outro sol
com beleza igual ou superior.
E o florescer de uma rosa
em meio a todo esse paraiso
é como nascer em meio a todas as rosas!
envoltas pelo sol quente,
forte e vivo de uma tarde
quente, forte e viva.
Os passos como lindas
historias contadas
em pequenos riscos de areia
feitos com aquela vivacidade
unica.
Maos na areia, como
maos em seus proprios cabelos.
Maos no cabelo, como
maos livres de quem
sente a liberdade escorre-las.
Uma mescla de por e nascer
de um outro sol
com beleza igual ou superior.
E o florescer de uma rosa
em meio a todo esse paraiso
é como nascer em meio a todas as rosas!
terça-feira, 13 de março de 2012
Linda e leve.
Olhos em tom de brisa
na madrugada que suga o que
tenho de bom
principalmente meus versos
volte como um raio, luz vermelha
queimando o que se chama coração
de maneira a deixa-lo em cinzas
deixa-lo equivocadamente
entregue a algo que ele não compreende.
aqueles olhos tenros
cheios da mesma vivacidade
daquela vez que a vi
linda e leve e cheia daquele charme
todo dela.
volte como brasa
ascendendo um corpo
ou um cigarro, ou mesmo
uma lareira
que a musica fica por minha conta.
na madrugada que suga o que
tenho de bom
principalmente meus versos
volte como um raio, luz vermelha
queimando o que se chama coração
de maneira a deixa-lo em cinzas
deixa-lo equivocadamente
entregue a algo que ele não compreende.
aqueles olhos tenros
cheios da mesma vivacidade
daquela vez que a vi
linda e leve e cheia daquele charme
todo dela.
volte como brasa
ascendendo um corpo
ou um cigarro, ou mesmo
uma lareira
que a musica fica por minha conta.
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