Como flor e espinhos
Como água quente em uma panela de aço
Como as cartas manchadas de batom
Como a garrafa de uísque
ou de vodka
Como uma fuzarca de marginalizados
Noite dentro de toda expectativa
de toda aquela velha ansiedade,
vontade, amizade em troca de
algumas palavras que confortem,
excitem, aticem, que mantenham vivo
tudo aquilo que se imaginara
Aquela mulher no alto de suas pernas,
coxas eu diria. No alto de suas coxas
grossas e atraentes e cheias de veneno,
me chamava pro campo de batalha,
mesmo sem saber.
Como as cartas de baralho
As caras e bocas e sons e suavidade
e mistério e declarações e ainda mais
as noções de puro tesão.
Teto e tela de vidro
dividindo sensações de ambos,
de muitos outros mais noite a fora,
corpos a dentro, copos vazios,
corpos cheios e trêmulos.
Aquela mulher no alto de suas coxas,
de suas emoções, de sua boca e seus peitos,
que eu tanto queria em minha boca, mãos,
peitos, sexo.
Entre antes de bater, fique,
tire toda essa roupa, jogue-se em minha cama,
tome algo, me tome e não diga nada,
até que o que se tenha a dizer sejam
os melhores e mais altos gemidos,
enquanto eu faço todo o trabalho.
sexta-feira, 27 de maio de 2011
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Poemas para a mulher loira
1:40 da madrugada
enquanto meus dedos martelam
meu juizo perturbado
pela tua imagem nua naquele quarto
de motel barato.
1:40 da madrugada
e as horas parecem ser todas
iguais, mesmo que o tempo se mostre
nas cinzas do cigarro na minha mão.
Mulher, aquela vez em que
seus peitos eram alvo da minha boca
e de minhas mãos e de meu tesão latente
voce rebolava esse rabo branco e
delicioso bem no meu pau,
voce era minha e eu era totalmente entregue
a teus gracejos e nós riamos de tudo
que parecia ser realmente engraçado.
E teu sorriso que me era misterio
era a coisa mais prazerosa de ver
depois de teu corpo nu e gostoso
envolto no meu corpo não tão gostoso
assim.
Eu agarrava teus cabelos amarelos
e as vezes coloridos e presos
como se agarrasse uma bela caneca
de cerveja alemã,
e eu agarrava enquanto via
voce de quatro e voce dizia
‘me fode amor, me fode seu grande
canalha gostoso’.
Benzinho, voce é a melhor,
na cama, no quarto,
na varanda, ou em qualquer
lugar que seu corpo esteja proximo
ao meu ou mesmo longe,
de maneira que sejamos um,
mesmo que de forma capenga
e as vezes a quilometros de distancia.
Voce é a melhor e não é minha mais
embora todos meus esforços
tenham se voltado para isso.
___________
Como agua ou vodka eu queria
Aquele corpo e aquela voz toda para
Mim como se fosse apenas o que quisesse.
Idealizava sonhos, corpos nus, palavras ao vento,
Lentamente enquanto meu pau a desejava
Alimentando todo meu anseio.
Cobria-me do seu corpo
Antes que me cobrisse de mim mesmo
Mostrando toda minha face egoista
Inclusive aquela que mais me
Lamentava dias e noites e dias
Ainda que dias fossem poucos, assim
Calculava os passos e modos e sexos e
Andava sempre na linha como nunca,
Mesmo que a linha fosse torpe e
Indiscutivelmente errada sobre seus olhos
Loiros e seus cabelos azuis e sua boca
Atordoada pelos meus beijos e vontades.
Cartas que não li, ou não enviei, fizeram com que
Aquela mulher e seus olhos loiros e seus cabelos azuis e sua boca
Me esquecesse por horas, dias, meses até
Inundando de vodka um de meus copos de beber preferidos
Lançando sobre meus olhos aquela vontade insana de
Apontar todos os meus dedos contra ela e puxa-la de volta para mim.
enquanto meus dedos martelam
meu juizo perturbado
pela tua imagem nua naquele quarto
de motel barato.
1:40 da madrugada
e as horas parecem ser todas
iguais, mesmo que o tempo se mostre
nas cinzas do cigarro na minha mão.
Mulher, aquela vez em que
seus peitos eram alvo da minha boca
e de minhas mãos e de meu tesão latente
voce rebolava esse rabo branco e
delicioso bem no meu pau,
voce era minha e eu era totalmente entregue
a teus gracejos e nós riamos de tudo
que parecia ser realmente engraçado.
E teu sorriso que me era misterio
era a coisa mais prazerosa de ver
depois de teu corpo nu e gostoso
envolto no meu corpo não tão gostoso
assim.
Eu agarrava teus cabelos amarelos
e as vezes coloridos e presos
como se agarrasse uma bela caneca
de cerveja alemã,
e eu agarrava enquanto via
voce de quatro e voce dizia
‘me fode amor, me fode seu grande
canalha gostoso’.
Benzinho, voce é a melhor,
na cama, no quarto,
na varanda, ou em qualquer
lugar que seu corpo esteja proximo
ao meu ou mesmo longe,
de maneira que sejamos um,
mesmo que de forma capenga
e as vezes a quilometros de distancia.
Voce é a melhor e não é minha mais
embora todos meus esforços
tenham se voltado para isso.
___________
Como agua ou vodka eu queria
Aquele corpo e aquela voz toda para
Mim como se fosse apenas o que quisesse.
Idealizava sonhos, corpos nus, palavras ao vento,
Lentamente enquanto meu pau a desejava
Alimentando todo meu anseio.
Cobria-me do seu corpo
Antes que me cobrisse de mim mesmo
Mostrando toda minha face egoista
Inclusive aquela que mais me
Lamentava dias e noites e dias
Ainda que dias fossem poucos, assim
Calculava os passos e modos e sexos e
Andava sempre na linha como nunca,
Mesmo que a linha fosse torpe e
Indiscutivelmente errada sobre seus olhos
Loiros e seus cabelos azuis e sua boca
Atordoada pelos meus beijos e vontades.
Cartas que não li, ou não enviei, fizeram com que
Aquela mulher e seus olhos loiros e seus cabelos azuis e sua boca
Me esquecesse por horas, dias, meses até
Inundando de vodka um de meus copos de beber preferidos
Lançando sobre meus olhos aquela vontade insana de
Apontar todos os meus dedos contra ela e puxa-la de volta para mim.
terça-feira, 26 de abril de 2011
E então?
E então?
Vida entrelaçada com o que
De melhor existe nela.
Heróis por irmãos,
Heróis por vida completa.
E as perguntas que ficam são vazias
Acontece que ele quis assim,
Ou não.
As respostas estão na ponta do nariz
E vocês, tolos, ignoram.
Cerveja, sexo, esperança em algo
Que ainda não se sabia a direção,
Mas estava ali.
Erros, por mais pífios que fossem,
Eram acertos diminutos para aquilo que
Conhece-se por vida.
Como eu queria que você estivesse aqui
E dividisse comigo essa cerveja,
Gelada ou quente, isso não importa.
Mas o tempo e a ingratidão dele foram
Contrários ao que se imagina de tempo.
Hey você, que ignora a presença
De algo que sempre sentiu, e
Com freqüência exata, ignore também
Os fatos.
Assim soa mais fácil.
Ele sempre esteve ali, do seu lado
E por conseqüência do tempo, ou
De sua total ignorância humana,
As idéias fundiram-se de maneira controversa.
Esqueça as falhas.
Esqueça o tempo.
Esqueça os heróis.
Ainda há um certo tempo, mesmo que incongruente.
Ainda há saudade e, como que por vontade,
Ainda existem as lembranças e a esperança.
Se foi, mas ainda acendemos um
Para relembrar, enquanto esse
Pink Floyd atordoa o que resta de juízo
Em nós.
Para Lucas, com eterna saudade.
Vida entrelaçada com o que
De melhor existe nela.
Heróis por irmãos,
Heróis por vida completa.
E as perguntas que ficam são vazias
Acontece que ele quis assim,
Ou não.
As respostas estão na ponta do nariz
E vocês, tolos, ignoram.
Cerveja, sexo, esperança em algo
Que ainda não se sabia a direção,
Mas estava ali.
Erros, por mais pífios que fossem,
Eram acertos diminutos para aquilo que
Conhece-se por vida.
Como eu queria que você estivesse aqui
E dividisse comigo essa cerveja,
Gelada ou quente, isso não importa.
Mas o tempo e a ingratidão dele foram
Contrários ao que se imagina de tempo.
Hey você, que ignora a presença
De algo que sempre sentiu, e
Com freqüência exata, ignore também
Os fatos.
Assim soa mais fácil.
Ele sempre esteve ali, do seu lado
E por conseqüência do tempo, ou
De sua total ignorância humana,
As idéias fundiram-se de maneira controversa.
Esqueça as falhas.
Esqueça o tempo.
Esqueça os heróis.
Ainda há um certo tempo, mesmo que incongruente.
Ainda há saudade e, como que por vontade,
Ainda existem as lembranças e a esperança.
Se foi, mas ainda acendemos um
Para relembrar, enquanto esse
Pink Floyd atordoa o que resta de juízo
Em nós.
Para Lucas, com eterna saudade.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Dois poemas que podem mudar sua vida.
PRESSA
Pressão
Engolidos como dinossauros
Subservientes ao tempo
Ao relógio com apenas dois ponteiros
Que giram com calma,
Lentos.
Aprisionados dia pós dia pelo tempo
Segundo pós segundo pelo tempo
Como partículas que somos
Como o ar que somos
Como o amor que não temos
Como o fervor ensurdecedor que possuímos
Como nada, ou tudo que trazemos e somos
Daí você me pergunta, ou se pergunta
Porque todos correm
E porque necessitam correr.
Todos correm por seus dinheiros,
Suas esposas e filhos
E para suas escolas,
Faculdades, trabalhos,
Correm até no sexo.
Quando a vida lhe ensina
Você já está velho demais, amigo
E so o que quer é descançar,
Ou morrer, como bem entender.
Quer passar os dias em suas camas
Quentes e confortáveis e solitarias
Tanto quanto foi sua vida.
Tudo que você precisa é sair agora
Tomar alguns bons goles de alguma boa bebida
Fazer sexo sujo, com quem quiser ou puder
Xingue e seja xingado, bata e apanhe
Quebre algo na rua.
VIVA.
‘Todo homem morre, mas nem todo homem vive’
Branca como um grão
Branca como um grão de açucar
rebola aquele rabo branco e lindo
e bem vestido em saias curtas e
encanta cada centimentro de homem
que encontra.
Aquela mulher com seus cabelos ruivos
e aquela bolsa D.G pendurada e velha
que comprou na liquidação
depois de um programa, sabe como agradar
um cara de bom gosto,
mesmo que com pouco dinheiro, ou bebida.
Ao norte daquela rabo uma boceta
de mulher verdadeira, com problemas e
preocupações e filhos e ex amantes
que ainda a procuram para um casual
enquanto ela alimenta seus devaneios
e aquele cachorro que cria nos fundos
da casa velha.
Pressão
Engolidos como dinossauros
Subservientes ao tempo
Ao relógio com apenas dois ponteiros
Que giram com calma,
Lentos.
Aprisionados dia pós dia pelo tempo
Segundo pós segundo pelo tempo
Como partículas que somos
Como o ar que somos
Como o amor que não temos
Como o fervor ensurdecedor que possuímos
Como nada, ou tudo que trazemos e somos
Daí você me pergunta, ou se pergunta
Porque todos correm
E porque necessitam correr.
Todos correm por seus dinheiros,
Suas esposas e filhos
E para suas escolas,
Faculdades, trabalhos,
Correm até no sexo.
Quando a vida lhe ensina
Você já está velho demais, amigo
E so o que quer é descançar,
Ou morrer, como bem entender.
Quer passar os dias em suas camas
Quentes e confortáveis e solitarias
Tanto quanto foi sua vida.
Tudo que você precisa é sair agora
Tomar alguns bons goles de alguma boa bebida
Fazer sexo sujo, com quem quiser ou puder
Xingue e seja xingado, bata e apanhe
Quebre algo na rua.
VIVA.
‘Todo homem morre, mas nem todo homem vive’
Branca como um grão
Branca como um grão de açucar
rebola aquele rabo branco e lindo
e bem vestido em saias curtas e
encanta cada centimentro de homem
que encontra.
Aquela mulher com seus cabelos ruivos
e aquela bolsa D.G pendurada e velha
que comprou na liquidação
depois de um programa, sabe como agradar
um cara de bom gosto,
mesmo que com pouco dinheiro, ou bebida.
Ao norte daquela rabo uma boceta
de mulher verdadeira, com problemas e
preocupações e filhos e ex amantes
que ainda a procuram para um casual
enquanto ela alimenta seus devaneios
e aquele cachorro que cria nos fundos
da casa velha.
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Poema para aquela velha desilusão.
Esse avião que sobe
Em direção a algum lugar
É como meu peito cheio de coração
Ele some no nevoeiro
Assim como meu peito
Na fumaça do cigarro.
E você me pergunta
Quando é que eu vou te ver.
Essa mulher que me questiona
E me manda mensagens de carinho
Bem, ela podia se interessar
Por alguém melhor
Do que
Eu.
Mas ela insiste e
Eu não a culpo.
Compreendo toda sua sensibilidade
E a vontade de ter alguém
Que possa dizer boas coisas
Do tipo que se diz quando
É necessário.
E ela me pergunta
Se eu sou capaz de escrever
Um poema de amor.
“Diabos, e porque não?
Arrume algumas cervejas
Um lápis, ou caneta,
Um pedaço de papel
E um beijo daqueles
E então terá o seu poema de amor.
Não dos melhores,
Mas suficientemente bom
Para alguém.”
Em direção a algum lugar
É como meu peito cheio de coração
Ele some no nevoeiro
Assim como meu peito
Na fumaça do cigarro.
E você me pergunta
Quando é que eu vou te ver.
Essa mulher que me questiona
E me manda mensagens de carinho
Bem, ela podia se interessar
Por alguém melhor
Do que
Eu.
Mas ela insiste e
Eu não a culpo.
Compreendo toda sua sensibilidade
E a vontade de ter alguém
Que possa dizer boas coisas
Do tipo que se diz quando
É necessário.
E ela me pergunta
Se eu sou capaz de escrever
Um poema de amor.
“Diabos, e porque não?
Arrume algumas cervejas
Um lápis, ou caneta,
Um pedaço de papel
E um beijo daqueles
E então terá o seu poema de amor.
Não dos melhores,
Mas suficientemente bom
Para alguém.”
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Essa mulher.
Essa Mulher.
Essa mulher que me
escreve e eu escrevo pra ela,
me conta o que se passa
em sua vida.
Me conta em riqueza os
detalhes do sexo,
da discussão, da receita,
dos filhos e do que bebe
e escreve.
Essa mulher me manda
todas as vezes, o seu número
de telefone, mas eu nunca
ligo para ela.
Mandei meu número,
na ultima carta, sem esperança.
Então:
"Alô?"
"Ei, é você?"
"Sim, infelizmente."
"Os garotos acabam de
quebrar a janela da frente
e eu trepei com dois
ontem a noite."
"Que bom. Adeus."
"Beijos em você, baby."
A conta do telefone dela
nunca mais vai
ser a mesma
depois dessa
ligação.
Essa mulher que me
escreve e eu escrevo pra ela,
me conta o que se passa
em sua vida.
Me conta em riqueza os
detalhes do sexo,
da discussão, da receita,
dos filhos e do que bebe
e escreve.
Essa mulher me manda
todas as vezes, o seu número
de telefone, mas eu nunca
ligo para ela.
Mandei meu número,
na ultima carta, sem esperança.
Então:
"Alô?"
"Ei, é você?"
"Sim, infelizmente."
"Os garotos acabam de
quebrar a janela da frente
e eu trepei com dois
ontem a noite."
"Que bom. Adeus."
"Beijos em você, baby."
A conta do telefone dela
nunca mais vai
ser a mesma
depois dessa
ligação.
Um poema para ser esquecido.
Fiz um poema para ser
esquecido
sobre as flores sobre
a mesa.
Flores que ela
ganhou daquele outro cara.
E isso me incomoda
pouco.
Não por serem dadas por ele ..
Banalidades a parte.
As flores estão lá.
São reais.
E eu me pergunto:
Serei eu real?
Para mim ou
Para ela?
E porque diabos vim parar
aqui esta noite,
nesta cama,
nesta mesma vida?
esquecido
sobre as flores sobre
a mesa.
Flores que ela
ganhou daquele outro cara.
E isso me incomoda
pouco.
Não por serem dadas por ele ..
Banalidades a parte.
As flores estão lá.
São reais.
E eu me pergunto:
Serei eu real?
Para mim ou
Para ela?
E porque diabos vim parar
aqui esta noite,
nesta cama,
nesta mesma vida?
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